Architexts #1

Concurso público X Projetos encomendados

Eis a grande dúvida…é só ouvir qualquer coisa sobre uma possível obra pública que eu já penso: Quem vai fazer o projeto? Será que vai ter concurso? Fico de olho em todos os concursos que aparecem, até hoje não fiz nenhum, mas acho muito boa a idéia de entrar num desses…muitos arquitetos começaram suas carreiras com premiações desse tipo, as vezes ainda na faculdade! A iniciativa é excelente, inúmeras soluções espaciais para um mesmo local, difícil é escolher só um vencedor. Aqui no Rio temos vários exemplos bons de projetos que foram resultados de concursos, dos quais eu destaco os projetos dos ministérios (principalmente o ministério da educação-MEC) e depois o projeto do circo voador. Dois exemplos completamente diferentes mas que melhoraram consideravelmente o espaço e seu entorno.
Agora com essa onda de arquitetos internacionais alguns projetos foram encomendados diretamente no exterior, como a cidade da música de Christian de Portzampac e o museu do amanhã de Santiago Calatrava.
Museu do amanhã
Olhei bem os projetos e a sensação que tenho é que os arquitetos sequer tomaram conhecimento do local antes de projetar, no máximo viram algumas fotos…ano passado fui numa palestra do calatrava (o cara é um gênio) e ele falou sobre o museu, o projeto é super elaborado com mil preocupações de sustentabilidade e tal, mas não sei se na prática vai funcionar. O local é o Pier Mauá, que hoje abriga grandes eventos culturais da cidade do Rio de Janeiro e é praticamente a única parte da região portuária que funciona, mas mesmo assim, eles vão aterrissar ali um museu calatravense! Bom, olhando na paisagem é extraordinário! Lindo! E o projeto em si é completo, atende todas as exigências funcionais etc. Mas uma coisa que eu sinto falta é a influência do lugar na arquitetura, a vida, as pessoas, a cidade, os acontecimentos, tudo isso existe e não pode ser ignorado. Arquitetura não é so arte + tecnica, nisso o calatrava não peca, mas também é o urbano, a vivência. Essa vida que o lugar tem só pode ser percebida por quem vive e faz parte da história do lugar.
Arquitetura é algo pessoal, o grande desafio é ler as pessoas e os lugares e transformar isso em um projeto que elimine (ou ao menos minimize) os problemas locais utilizando todo o potencial que o mesmo oferece.
Postado por: Ingrid Matos

2 Comentários on “Architexts #1”

  1. Feliz em saber de projetos de museus de arte contemporânea no Rio. Mas vamos comentar: que vídeo é esse? Mostra mais a paisagem do que o museu, que nervoso…


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